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Vale lembrar que devo estar comprando meu PlayStation 2 ainda este trimestre, após muitas reflexões, difíceis análises e uma extraordinária força de vontade para desembolsar 1400 reais em um novo sistema (console + modchip + memory card + dvd region x). Estarei ausente do weblog por 20 dias, entre viagens a João Pessoa e ao Rio de Janeiro, mas ao retornar deverei estar dedicando-me à compra do PS2 direto de SP, com a Castor Games ou a Game Advice. Postarei mais detalhes quando eu retornar das viagens, bem como muitas outras novidades. Por enquanto vamos aos reviews dos jogos de GameCube. :) Os gráficos de MK5 são primorosos, realmente muito bons. Os cenários são muito bonitos, os personagens são bem modelados, as texturas são bastante detalhistas, e a movimentação dos lutadores é bastante natural. Durante a partida, de acordo com os golpes que o seu lutador vai recebendo durante a luta, o rosto do mesmo vai adquirindo deformações e hematomas. Há bastante sangue, como sempre, mas nada caricatural como em MK3. Mas é na jogabilidade que há a verdadeira revolução na série. Cada personagem possui três estilos completamente diferentes de luta, sendo dois deles desarmado. Estes estilos podem ser trocados a quaquer momento da luta, proporcionando grande dinâmica aos confrontos e exigindo ainda mais perícia do jogador. Os estilos de luta existem no mundo real e são exclusivos de cada personagem, e habitualmente os dois estilos possuem características de ataque e defesa bem diferentes, e com combos próprios. O terceiro estilo, com uma arma, já havia sido apresentado em MK4 e não traz mais surpresas. Considerando que cada personagem possui um estilo distinto, podemos concluir que este é o primeiro jogo da série MK onde os golpes normais (soco, chute) não são identicos para todos, quebrando uma antiga tradição. Para completar a jogabilidade, a resposta aos comandos é rápida e precisa, ainda que bastante prejudicada pela estranha distribuição de botões do cubo. Este é o primeiro jogo da série a possuir um modo story, onde o personagem escolhido faz uma longa peregrinação em busca de aperfeiçoamento técnico, em mais de 40 fases. Cada um dos lutadores posui um modo story diferente, com diferentes diálogos e oponentes, o que por si só demonstra o longo trabalho dos desenvolvedores. Há também a inclusão de moedas ganhas no decorrer do jogo, que servem para 'comprar' o destravamento de novos personagens, novos cenários, novos uniformes, novos vídeos e muito mais. Trata-se de um jogo grande, cheio de opções para serem exploradas, o que aumenta muito o fator replay e proporciona ao dono de uma cópia do jogo meses e meses de entretenimento. O grande problema de MK5, em minha opinião, é que ele herda uma tradição da série que eu não aprecio: a valorização de combos. Em poucas palavras, só avança no jogo e tem chances de chegar ao final quem é bom de combos. Isso já era notado em MK2, mas em MK3 - com a introdução do botão Run - a tal combomania escancarou de vez. Sou mais chegado a jogos de luta técnicos, que valorizam mais a escolha de movimentos e menos a decoreba frenética de ordem de botões dos combos. É por isso que eu gosto mais de Virtua Fighter e Tekken, e menos de MK e Killer Instinct. Em MK5, eu até me esforcei para conseguir gostar do modo de jogo, pelos gráficos e pelo carisma de personagens clássicos, mas eu simplesmente não conseguia avançar. O sistema de lutas exige que você domine combos, e eu nao consegui ir adiante. Devolvi no dia seguinte, bem cedo, e não pretendo locá-lo novamente. Wolverine pode enfrentar seus oponentes com as garras expostas ou retraídas, sendo que a segunda opção oferece ataques mais violentos, enquanto a segunda opção oferece uma luta mano-a-mano mais técnica. Com as garras retraídas, o fator de cura entra em ação e lentamente recompõe a barra de energia. Segurando o botão L, entramos em um modo de sentidos aguçados, onde os sons do ambiente resumem-se a leves sussurros, idenficamos pegadas no solo anteriormente invisíveis, percebemos o cheiro dos inimigos no ar e podemos nos aproximar deles sorrateiramente, como um assassino silencioso. Este é outro atrativo do jogo, o fato de podermos abordar os inimigos em modo stealth, e sendo presenteados com belas animações de ataques, bastante originais. De outro modo, pode-se simplesmente partir para a destruição total encarando os inimigos de frente, e a famosa berserker rage de Wolverine marca presença através de uma barra própria. A escolha é sua: usar a fúria ou o silêncio contra os seus inimigos. A história é bastante interessante e fiel aos quadrinhos. Há passagens pelo Canadá, pelas instalações do Departamento H, pela prisão mutante. Os vilões mais marcantes na história de Wolverine estão presentes: Sabretooth, Lady Deathstrike, Omega Red, Wendigo e Magneto. Alguns outros personagens menos marcantes fazem presença, como Juggernaut, Beast, Colossus, Charles Xavier, Rogue e Dr Cornelius. Algo que gostei bastante foram os uniformes extras disponibilizados durante o jogo: as 'vestimentas' de Weapon X e de Patch (Caolho), os uniformes classicos amarelo-azul e laranja-marrom, os uniformes de New X-Men e do filme X2, e o uniforme-protótipo de Alex Ross. Cada um deles com a HQ onde foi primeiro apresentado ao público. Aproveitando a deixa, foi na HQ de Hulk que libera o uniforme amarelo-azul que Wolverine surgiu no universo Marvel. Algumas das batalhas do jogo são antológicas - espere para confrontar Magneto em um hangar abandonado, onde tudo se move como se estivesse vivo e o proprio corpo do personagem é submetido ao magnetismo - e você entenderá o que eu quero dizer. É de deixar o mais rigoroso dos fãs empolgado. Porém, nem tudo são flores. X2WR é portador de um dos piores e mais angustiantes sistemas de câmera que ja tive oportunidade de ver. Eu reconheco que o sistema de câmera é problemático em 9 de cada 10 jogos 3D em terceira pessoa, mas este jogo se superou. Ademais, o jogo apresenta alguns bugs, sinal de pouco esmero na produção. Em um deles, fiquei preso dentro de um polígono que representava uma estalactite na caverna de Wendigo, e tive de resetar porque era impossível sair. Em outro, na fase que antecede a batalha com Magneto, um inimigo caiu com parte do corpo dentro da parede e o jogo travou de verdade, com imagem congelada e som em forma de ruído contínuo - tive de resetar também. Sem citar que os gráficos deste jogo poderiam ser bem mais primorosos do que são, fato constante nos jogos multiplataforma da Activision. A impressão que fica é que o GameCube e o XBox pagam o preço da menor qualidade gráfica do PS2. Outras produtoras, como a EA e a UbiSoft preocupam-se em fazer ports adequados a cada plataforma, exporando as particularidades de cada uma. De qualquer forma, os gráficos poderiam ser melhores, mas não chegam a comprometer tanto o jogo. Recomendo 'X2: Wolverine's Revenge' como um bom título para locação, mas não para compra. Trata-se de um tradicional jogo de plataforma em 3D, mas sem grandes atributos. Os graficos são fraquíssimos, as texturas são pobres, a animação e iluminação são de baixa qualidade, e a jogabilidade não é das melhores. As CGs que antecedem o jogo, de tão toscas, parecem ter sido feitas em equipamentos de animação 3D de 10 anos atrás: as sombras não sincronizam, a água é absolutamente imóvel (mesmo cortada por um jet ski), as vozes não correspondem aos movimentos labiais. Eu concordo que é um jogo feito visando um publico de idade menor, mas um jogo de temática 'infantil' não é desculpa para um trabalho absurdamente mal feito. 'Luigi's Mansion' é bem mais infantil e tem gráficos excelentes, com efeitos de luz lindos. Ao final das contas, este jogo teve um fim patético: joguei por umas 2 horas, não tive mais vontade de jogar, e no outro dia bem cedo o devolvi. Foram quatro reais perdidos. Não que o jogo seja muito muito muito ruim, mas quando se tem tantos jogos bons de PC/GBA guardados e pouco tempo disponível, fica difícil querer dedicar-se a um game assim. Se você estiver ilhado em casa num fim de semana morgado, e com muito tempo sobrando, tente dar uma olhada.. E só. Vamos aos links interessantes de hoje:
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